Nancy era uma garota de um temperamento drasticamente variável, pelo motivo de que quando pequena, perdera seu pai, até hoje não se sabe o porquê da morte; a garota sente muita a falta de seu pai, e essa falta a faz com que ela se sinta excluída do mundo.
Amigos?Isso era um dilema para ela, com dezesseis anos geralmente você tem muitos, mas com ela era muito diferente, algumas garotas nem chegavam perto dela, na maioria das vezes ela ficava sem ninguém para fazer os trabalhos escolares, mas o porquê de tudo isso? Simples Nancy tinha gostos inexplicáveis, amava tomar seu próprio sangue, adorava poesias de autores que zelavam pela tristeza e o pessimismo, ela tinha algumas colegas, não chegavam a ser amigas porque já seria muito atura - lá tão intimamente.
Mortiça, é isso mesmo esse era seu apelido, conhecida na escola toda por esse “nome”, Até porque seria impossível não saber quem era a estranha, suas características eram únicas em todo o colégio, seu longo e negro cabelo e seus olhos escuros como a noite em lua cheia, sua quase palidez intacta, roupas escuras eram o seu forte... Tudo isso a entregava facilmente aos olhos das pessoas.
Sua paixão por essas coisas obscuras, eram mais influenciada pela sua paixão por vampiros, bruxas e coisas desses gêneros... Ela acreditava claramente que esses seres existiam...
A sua família já nem ligava para ela, pois sua mãe tinha muitas coisas a fazer, era muito ocupada e não tinham tempo pra quase nada, como trabalhava muito, e tinha um cargo muito importante, a família Giovanni era muito rica, ainda mais com tantos antepassados completamente magnatas.
2-Sede de desejo.
Nancy era BV, só que ela guardava em seu coração um amor de muitos anos, era Vitor, alto, cabelo castanho e olho claro..., era seu melhor amigo,ele era quase um ano mais velho que ela; logo seria seu aniversario; ele também tinha um certo gosto obscuro,mas não entregava seus sentimentos tão facilmente com sua aparência; certa vez, Vitor estava na casa de Nancy, o que já era de costume, fazendo um trabalho de literatura e poesia, o que os dois amavam.
- Vitor escreva com uma letra bonita - ela disse risonha.
- Ok,minha musa inspiradora.-nesse estante ela ela olhou para ele com uma raiva falsa. - Sei, - disse toda envergonhada; logo pensou - como eu disse só isso?Eu sou lerda mesmo, que menino fofo, dando as maiores indiretas possíveis, e eu aqui louca dizendo um misero sei!
-Então, já que você não está fazendo nada apenas dando palpite, corte esses poemas do livro pra eu colar aqui, ou melhor, você colar!Minha musa inspiradora folgada!-disse com um tom critico engraçado.
-Está certo meu lorde das trevas, - inconformada com o que disse repentinamente pensa,
O que eu disse? Acho que não estou conseguindo controlar minha boca!
Seguindo o que Vitor falou, ela iria começar a cortar, mas.
-Vitor você tem tesoura?Por que acho que perdi a minha.
-Não eu não trouxe você não tem alguma por ai?
- Deixa eu ver,hum,não,não,ah,achei nossa mais que ponta afiada!
-Cuidado pra não se cortar, princesa de sangue azul.
-Pode deixar preocupadinho.
Logo que começa a cortar, sem querer ela se fere com a tesoura.
-Vi...... Vitorr... Olha!
-Eu falei pra você tomar cuidado, olha quanto sangue escorrendo a caminho do trabalho, vou ter que refazer todo o trabalho!!!
-Vitor!
-Estou brincando, é pelo visto não é uma princesa seu sangue é de vermelho puríssimo,
E agora?Deixa eu ver,não,não,não aqui!Um pano limpo!Me de sua mão, mas antes deixa eu examinar. -falou serio
-O que você está pensando em fazer?
Ele deu uma limpada e logo beijou o ferimento.
-Pronto,quando agente casar,vai sarar.
-É o que espero - disse ela tentado dar uma indireta.
-Pode crê que por mim, vai sarar logo!
-Espero, mais tem sangue nos seus lábios, até parece que é um vampiro e acabou de tomar meu sangue! -seu pensamento foi a mil, nossa, que lindo!É quase uma declaração!a esse sangue ai,que vontade de engoli-lo garganta abaixo,ainda mais na boca dele,já matava duas vontades minhas!!!!
- Sendo assim – ele passou sua língua dentre os lábios como se estivesse escorrendo água, e praticamente o degustou.
- Como você é né! –disse ela zombando.
-O que?Seu sangue é muito saboroso sabia?
-Aham, eu sei, eu tomo ele você não se lembra?
-Sei, mais toma-lo não é o suficiente pra mim.
-Como? – ela já achando que algo iria rolar. o que é isso?Estou ficando tremula já, ele está me olhando de um jeito diferente, o que será?
-Nancy....-disse ele todo encabulado.
-Oi?-ela de pálida estava parecendo um tomate, pensando, O que será?Será que tem algo no meio dos meus dentes? Ai que vergonha,
-Você sabe o quanto eu adoro você, e eu queria que você fizesse uma coisa por mim.
-Pode pedir Vitor. –Nesse instante Nancy já estava sem fôlego, como se o ar tivesse acabado e o mundo desmoronado, onde só os dois estivessem vivos, Logo a cabeça de Nancy começa a pirar apenas no pensamento – E agora o que será?Pode ser um segredo, que ele ama uma garota a não ser eu, não acho que não, não entendo o porquê mais tenho um pressentimento que seja comigo.
-Feche seus olhos e não se mecha por enquanto. -disse com um certo tom serio.
-Tudo bem.
Ela começa a sentir em seu rosto pontas gélidas, como se estivessem a pintando.
-Agora sim, você está parecendo uma musa inspiradora perfeita!
-Como assim?-ela achando que seria algo completamente diferente, se desanima.
-Você está linda agora cheia de caneta bic espalhada pelo seu rosto, traçando lindos corações.
-A que graça em Vitor!!!Vou me limpar...
Quando ela se volta ao espelho do banheiro percebe que dentro dos corações está escrito o nome deles, com um 4evermore logo abaixo. Ela sentiu-se mais amada do que nunca mais se ela não se declarasse, ele é que não iria.
-Pronto agora estou melhor - disse ao ar. –Vitor onde você está? Que emoção agora ele se esconde de mim!-procurando a cada cômodo, quase desistindo,quando chega ao seu quarto,alguém a segura pela sua mão gélida.
-Estava me procurando?- Ele a trouxe mais para perto deixando que suas respirações aceleradas se cruzassem.
-Sim, eu estava. –Seu coração estava quase se derretendo, de tanto calor que ela sentia. Repentinamente pensando, nossa e agora?Será que esta é a hora?
-Prometo que não irei te rabiscar, feche seus olhos. -dizendo risonho.
Nancy ficou sem voz apenas deu um sinal com a cabeça que sim e fechou seus olhos.
Vagarosamente, Vitor se aproximava de sua boca, trocando sua mão da mão da garota pela cintura, finalmente seus lábios se encostaram deixando Nancy sem saber o que fazer, ele a levou cuidadosamente para perto da cama, e finalmente a beijou com todo o seu amor, deixando-a sem ar, ela levemente tenta se sentar na cama, trazendo consigo Vitor, a alegria de Nancy em beijar os lábios dele, antes com seu sangue, durara uns cinco minutos, que para ela duraram décadas. Logo Nancy se solta de Vitor dizendo:
-Minha mãe !!!Você não ouviu o carro?-dizendo tristemente por ter que parar com seu sonho.
-E agora?- O garoto diz praticamente sem voz...
-Vamos descer na cozinha rápido!
-Ok!!!
Felizmente dá tempo para eles chegarem à mesa e fingirem que estavam ali há horas, era praticamente impossível, depois de um acontecimento daquele no quarto dela, seria impossível disfarçar.
-Oi mãe!-disse ela sem olhar nos olhos da mãe.
-Oi filha, oi Vitor, estão fazendo trabalho?
-Oi senhora Adelaide, sim estamos.
-Tudo bem vou subir.
-Certo mãe.
Os olhares se cruzavam, apenas os olhares, porque as palavras, nada. Nancy apenas pensava - Cara!!!O que foi aquilo?Parecia meu sonho de ontem à noite!Tipo o que será que ele está pensando agora?
Logo ele olha para ela e diz:
-Nancy, acho que nem dormirei essa noite...
-Por quê?-diz ela tentando desviar sua vergonha.
-De tanto pensar em hoje. - diz serio.
-Dois - disse ela sorrindo, mas em seu pensamento só restava duvidas:- ele acha que só ele não vai conseguir dormir?, Está estampado na minha feição que estou parecendo boba aqui, mas pra falar a verdade eu também não gosto de dormir mesmo, posso passar a noite toda pensando nele.
-Mas Nancy, já é tarde tenho que ir embora.
-Já? –disse era com cara de “quero mais”
-Sim.
-Tudo bem, deixa eu te acompanhar até o portão.
Já era noite, mais ou menos umas oito horas, apenas a lua e alguns postes, os cobriam de luz. A partir do momento que dois saíram as cozinha até o portão nenhuma palavra foi dita.
-Então tchau Nancy.
-É então tchau Vitor.
Ele foi caminhando em direção norte, até porque só existia esse caminho no bairro que ela morava havia muitas arvores, e era meio perigoso ele sair esse horário, mas mesmo assim Manhattan é uma cidade bem policiada, a garota ainda estava lá no portão à espera de um milagre. Logo ele para e se volta para traz, Nancy prestes a fechar o portão, novamente àquela mão quente a segura pela sua mão gélida, ele roubando assim mais um suspiro e um beijo de Nancy, por sua vez o correspondeu sem pensar duas vezes. Ele novamente se volta e caminha, mas antes se ouve em baixo som:
-Te amo meu anjo.
Ela apenas sorri, num sorrido que parecia nunca ter aparecido em publico antes.
Finalmente ela entra em sua casa com uma cara de boba, a caminho do seu quarto ela vê seu pai no escritório, e logo corre com a certeza que ela pode pensar em voz alta sem ninguém a ouvir.
-Cara, foi mágico, maravilhoso, perfeito. Ele também me amava, finalmente serei feliz ao lado de quem realmente me ama não cara!!! Com que cara que eu vou olhar para ele amanha?Será que eu finjo que não aconteceu nada ou eu chego beijando ele?Aihhh que vergonha!!!
CONTINUA....
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